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quinta-feira, 14 de julho de 2011

As visitas dos deuses

Não há muito em comum entre os textos bíblicos e as tradições dos habitantes do arquipélago de Kribati, no Pacífico. Mas essas duas culturas se referem a gigantes e seres poderosos vindos do céu. O livro do Gênesis (6,2-4) menciona os “filhos de Deus”, que geraram uma raça de gigantes com “as filhas dos homens”; os nativos de Kribati identificam dois grandes monumentos de pedra como os túmulos de dois gigantes, dotados de força descomunal, que desceram dos céus e habitaram as ilhas durante algum tempo.
Parte dos afrescos do Mosteiro de Decani, no Kosovo datados de 1350. Construído o mosteiro em 1327, são mostradas duas naves tripuladas no momento que representa a crucificação de cristo. Sendo que uma delas parece estar em fuga da outra. Isso é estranho pra você?!
Encontraram-se narrativas de episódios semelhantes nos textos maias e hindus e nos mitos de povos de todo os pontos do planeta – em suma, existe uma profusão de indícios de que, desde a pré-história, os extraterrestres visitam regularmente Terra.

Um dos mais antigos sinais da presença de alienígenas entre nós encontra-se num trecho do deserto do Saara chamado de Tassili. Em 1956, o francês Henri Lothe descobriu nessa região uma pintura pré-histórica que o fascinou: “O perfil é simples, e a cabeça redonda faz lembrar a imagem que se faz dos extraterrestres”, descreveu Lothe. 
Pintura pré-histórica de Tassili, "- lembra também a roupa de Bepi Kororoti, confundodo pelos índios como um monstro de um olho só!"
Outros pesquisadores de fenômenos associados aos viajantes do espaço constataram que certas pinturas no interior de cavernas que abrigavam grupos pré-historicos contêm desenhos de objetos voadores semelhantes ao que hoje chamamos de OVNIs, ou seja (Objetos Voadores Não Identificados).

O motivo de tantas visitas certamente não foi apenas o encanto das “filhas dos homens”,  como está escrito no Gênesis. A maioria dos estudiosos acredita que os extraterrestres vieram nos apontar os caminhos do desenvolvimento tecnológico e espiritual.  Esse argumento ganha força frente a representações e lendas de deuses que teriam descido dos céus para ensinar seus segredos aos homens.  Um exemplo é o deus Cuculcán, associado à “estrela da manhã” (o planeta Vênus), que chegou à Terra a bordo de uma nave para dar impulso à civilização maia.

Em meados deste século, foi descoberto na cidade maia de Palenque o “túmulo” – um monumento – de Pacal Votan, um grande iniciado maia, visto como uma divindade. A escultura lavrada sobre o sarcófago te sido interpretada como a representação de um astronauta numa cápsula espacial. Outros locais associados a visitas de extraterrestres em épocas remotas são a Ilha de Páscoa, com suas gigantescas estátuas de pedra, e os planaltos andinos.
Escultura lavrada sobre o sarcófago de Pacal Votan
Os mesmos indícios se encontram no lado oposto do mundo. Na China, um cronista de 1000 a.C. se refere a “globos luminosos”. A Bíblia conta que o profeta Elias foi separado de Eliseu, seu sucessor, por um “carro de fogo”, e subiu ao céu “por meio de um redemoinho”. Os relatos mais ricos, porém, estão nos textos sagrados indianos. O Samarangana Sutradhara, uma coleção de manuscritos sânscritos, fala dos vimanas, máquinas voadoras que se elevavam verticalmente no espaço e transportavam os deuses.

Foi essa multiplicidade de indícios que levou o escritor suíço Erich Von Daniken a defender a tese de que os deuses “civilizadores” eram, na verdade, “viajantes espaciais”. Os autores mais recentes vão ainda mais longe. O espanhol J.J. Benitez defende a teoria de que a estrela de Belém, que guiou os três magos ao local onde nasceu Jesus, era na verdade uma nave  de extraterrestres. Mais do que isso, Benitez acredita que o próprio Jesus foi representante de uma civilização extraterrestre superdesenvolvida. Ele baseia sua afirmação no estudo do santo sudário – a mortalha que envolveu Jesus depois que ele foi retirado da cruz e na qual seu corpo está impresso, como num retrato tridimensional.
Nesse estudo se constatou que, 36 horas após a morte, o corpo emitiu uma forte radiação, responsável por sua impressão no tecido. Por que tanto desvelo, tantos cuidados com a evolução material e espiritual dos seres da Terra? Talvez porque, afinal, não haja tanta distância entre nós e os alienígenas: também somos filhos das estrelas, “semeados” dos “Jardineiros do Universo” neste planeta que agora, passa a fazer sentido termos nós, seus habitantes, o chamado de “Terra” uma vez que é 70% água!

Nós os semeados, filhos dos jardineiros, fomos “plantados” aqui para podermos evoluir e reivindicar, algum dia, nossa herança cósmica quando sairmos da infância mental, moral e espiritual. Esse dia se aproxima segundo afirmam muitos médiuns psicógrafos e canalizadores, o mesmo é mostrado nos relatos dos contatados, e mesmo quando estudamos o passado damos de cara com mensagens para uma futura e agora próxima transição planetária.
"Moáis" gigantescos ícones da Ilha de Páscoa
Talvez o relato do Gênesis tenha uma dimensão profética, e estejamos mesmo às vésperas de nos tornarmos seres espiritualmente melhorados. De certo a verdade nunca esteve lá fora, nem somente na Terra, mas dentro de cada um de nós.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Bep Kororoti

Os índios Xikrin, da nação Kayapó, na Amazônia, acreditam que são descendentes de seres que vieram das estrelas em uma canoa voadora um óbvio disco voador.

Várias nações indígenas da Amazônia mantêm até os dias de hoje rituais e crenças de celebração à sua origem extraplanetária

No Brasil, muitas nações indígenas mantêm tradições e rituais que indicam uma convivência pacífica e secular com o Fenômeno UFO. Algumas até acreditam ser descendentes de seres extraplanetários, entre elas a nação Kayapó, espalhada pela Região Amazônica. O pesquisador João Américo Peret foi o indigenista que estudou mais intensamente esses nativos do Xingu, que se intitulam Menbengôkré, ou “gente que veio do buraco da água”. Envolta em várias lendas, a cultura indígena dos Kayapó possui inúmeros rituais de exaltação às forças da natureza e seres míticos, além de danças em agradecimento e comemoração.

Os índios Menbengôkré, assim como as aldeias Gorotire, Xikrin, Men-krãgnoti, Kokraimôro, Txukahamãe e Kren-akôre, realizam um ritual em memória a um ser mítico a quem chamam de Bep-kororoti. Esta criatura seria um forasteiro heróico e civilizador que teria chegado à região montado em uma estrela ou uma canoa voadora. De acordo com a história exaltada pela população indígena, Bep-kororoti pousou na Cachoeira Tipôtikré, onde viveu e miscigenou com os ancestrais Kayapó. Ao retornar ao espaço, levou a esposa e um filho, deixando uma filha casada e grávida. Ufólogos e até antropólogos atribuem ao ser a origem extraterrestre, sendo sua canoa voadora um óbvio disco voador.

Trajes sagrados – A lenda de Bep-Kororoti assume um caráter verdadeiramente autêntico porque é ensinada na Casa dos Homens ou Escola Tribal, nas aldeias. Também é considerada como real porque, durante o ritual de adoração, os índios se vestem de maneira especial, usando trajes e máscaras consideradas sagradas, além de espingardas para representar o que chamam de kóp – a terrível arma desintegradora que o extraterrestre portava quando veio do céu. Em sua pesquisa, Peret citou a lenda contada pelo sábio conselheiro Güey-babã, que fala da vinda de Kumen, um ser que apareceu entre a neblina de uma montanha sempre envolta de misteriosos barulhos e relâmpagos.
A criatura era, segundo a história, um invasor de aspecto estranho e muito grande. Tinha um olho só mas não apresentava boca e nariz, nem cabelos. Somente uma poderosa clava que desintegrava árvores e pedras. Os índios da época lutaram com ele sem conseguir vencê-lo. Mas, ao perceberem que o forasteiro não queria matá-los, deixaram-no em paz. O enigmático ser passou então a viver sozinho na montanha, sem ser importunado nem incomodar ninguém, por muito tempo. A lenda conta ainda que, um dia bem mais tarde, jovens índios viram num lago próximo outro estranho. Tinha pele clara, era alto, esguio e forte. Se aproximaram e reconheceram que era Bep-kororoti. O ser então disse ter vindo das estrelas, mas fora atacado pelos índios na montanha, várias vezes. Os nativos defenderam-se, alegando que haviam lutado na verdade com um monstro terrível.

Para convencê-los, o visitante teria mostrado a roupa com que viera do espaço, e assim Bep-kororoti foi levado à aldeia e dela passou a fazer parte. Ainda de acordo com a lenda, teria se transformado em uma espécie de mestre da tribo, pois fez com que o chefe fosse mais atencioso com os outros índios e cuidou para que todos tivessem melhoria em suas vidas. Também determinou que o Conselho de Anciãos tivesse que ajudar o líder a tomar decisões. Bep-kororoti ainda casou e teve filhos entre os indígenas. No entanto, um dia ele discutiu com os companheiros e sumiu na mata. Cobriu sua família com uma tintura preta, vestiu-se com um traje que dava choques e ameaçou a tribo com a clava com que viera à Terra.

Bep-kororoti dirigiu-se à Serra Pukatôti e subiu ao céu, levando sua mulher e filho em uma estrela ou canoa voadora, em meio a trovões e relâmpagos. Após este acontecimento, a região passou por grandes mudanças climáticas e os índios, por terríveis necessidades. Para livrar a tribo da morte, a filha de Bep-kororoti, Niôpoti, que havia ficado, foi até a montanha e se cobriu com a mesma tintura preta. Logo depois, ocorreu uma explosão e ela foi elevada ao céu. Ao voltar, trouxe sua mãe e o irmão – que posteriormente retornaram ao espaço –, remédios, alimentos e sementes. Niôpoti, atendendo a recomendação de Bep-kororoti, levou seu povo para morar na Serra Pukatôti, onde encontraram as “casas de pedras feitas por Deus.” Ali passaram a viver em paz e com prosperidade. E assim os índios mantêm sua lenda até hoje.

Matéria publicada em UFO 68 – Novembro 1999